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Movediça

Movediça é uma série de esculturas sonoras que passa por processos de arqueologia (coleta de matéria-prima sonora) e escuta elemental. Ao não abordar o som como um anexo do evento, mas como o acontecimento em si, Movediça tenta testemunhar cinesias que ocorrem fora da possibilidade de contemplação, propondo-se a moldar materialidades fonossedutoras, eventualidades audiotáteis, frequências mutantes e temporalidades errantes que se manifestam nas ondas sonoras. O que soa, portanto, denuncia vida naquilo que o Humano engessa como inanimado, imóvel, desprovido de alma.

#1: UIVO

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UIVO é um som assustador e de timbre alto, capaz de promover encontros no escuro. A obra foi produzida como finalização de pesquisa na Residência Cultural Moldar O Existir, realizada pela Oficina de Cerâmica Francisco Brennand. UIVO contou com duas exibições em Recife, Pernambuco, Brasil.

Colaborações

Direção: Jota Mombaça
Com: Anti Ribeiro, Marcos Aganju e Ventura Profana

Produção: Pedro Lima

"What Is Coming For You Is Only Dawn" é o segundo capítulo da pesquisa acerca das qualidades dinâmicas da água. A performance ocorreu no IASPIS em Estocolmo, Suécia, com curadoria de Valerio del Baglivo para o programa HOLES, SPIRALS & WAVES. 

“In The Tired Watering” é o primeiro capítulo de uma pesquisa de um ano pelas qualidades dinâmicas da água, inquietação em face de uma catástrofe planetária, luto e a performatividade radical que é afundar. O projeto consiste numa criação de local e tempo específico, imaginada na relação com a Ilha de San Giacomo In Paludo (Veneza) e seus arredores. Através de leitura, composição sonora e performance física, o trabalho busca ativar um espaço liminar que podemos imaginar e nos engajar criticamente com um mundo inundado. Aqui, a catástrofe natural deve ser trata como um momento planetário e interconectado de descarga, que requer de nós a disposição de enlutar-se assim como a de aprender a viver e fluir através de um ambiente em transformação sem recentralizar a subjetividade humana, suas Modernas concepções e sensibilidades limitadas. “In The Tired Watering” oferece um convite para sentir de outra forma e experienciar emocialnamente como água, assim conectada e manifestada pelo planeta.

COMPOSIÇÃO: Jota Mombaça
COMPOSIÇÃO SÔNICA: Anti Ribeiro
VOZES: Puta da Silva, Sékou Séméga, Anti Ribeiro and Jota Mombaça
POEMA ORIGINAL: “When I jumped from my senses, my body was yet afloat” by Jota Mombaça
ASSEMBLAGEM TEXTUAL: Jota Mombaça with fragments of Amitav Ghosh, Derek Walcott, Octavia Butler, Alexis Pauline Gumbs, Dorival Caymmi and Kelsey Lu
COMPOSIÇÃO DE FIGURINO: Kahumbi
PRODUÇÃO: Pedro Lima 
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Jota Mombaça, Pedro Lima
Comissionado por Fondazione Sandretto Re Rebaudengo 
Curado por Hans Ulrich Obrist 
Fotos de Irene Fanizza 

Ao vivo e direto do Serpentine Pavillion no Hyde Park com uma sessão de leitura coletiva performativa experimental apresentada por Jota Mombaça. A segunda de cinco apresentações que acontecem nesse verão como parte de Serpentine Galleries x Boiler Room: Park Nights 2021.

Intitulado "Can you sound like two thousand?", a peça engloba uma instalação imersiva em que o público é encorajado a se envolver com um programa de leitura cacofônica projetado pela artista que reflete sobre a agência elementar do fogo. A sessão é acompanhada por uma composição sonora em 5.1 recém-criada de Mombaça e da produtora e pesquisadora sônica Anti Ribeiro.

"Aqui, na terra vermelha, ouvimos muitas, muitas vozes. Nós nos reunimos. Olhos fechados, boca bem aberta, palavras fervendo. Você sente o som atingir sua pele. Tátil. Não há nada mais profundo do que isso. O toque está em todos os lugares. Aqui, na terra vermelha. Nós nos reunimos."

 

Neste novo capítulo da opera infinita, Jota Mombaça propõe uma experiência de escuta sensorial e envolvente, em que a sensação coletiva é tomada pela tensão complexa entre a extração que caracteriza a apropriação colonial do planeta e a resiliência elemental da terra. Composto por Mombaça, Denise Ferreira da Silva e Anti Ribeiro, 'chapter A: the red earth' foi gerado através de um processo coletivo de estudo que incluiu colaboradores da Bélgica e do Brasil. Além disso, para estas 3 ativações da ópera infinita no nosso espaço dourado, Mombaça contará com um grupo de artistas radicados em Bruxelas formado por Komi Agayi, Carolina Mendonça, Príncipe Nyamweya, Rose-Myrtha Vercammen Fortuna Dorsant e Sékou Séméga.

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Peça sonora composta em conjunto com Jota Mombaça e Denise Ferreira da Silva para o Nottingham Contemporary (UK), disponível no The Contemporary Journal. O episódio que abre o projeto origina-se a partir da pergunta: "o fogo leu as histórias que ele queimou?" para tentar chegar a uma consideração profunda e especulativa de quais possibilidades o fogo instaura para formas elementares de escuta. Tentando gerar encontros com o fogo que movam perspectivas reducionistas em relação a sua natureza obliterante, essa peça sônica sugere som como calor e a crepitação induzida pelo fogo como uma recomposição da matéria e da linguagem.

VIDROS DE TEMPO pt. I

VIDROS DE TEMPO part I.é um jogo entre palavras e mundos, tempos e espelhos. Essas são as personagens desse reflexo na visualidade e na filosofia dos espelhos presentes dentro de uma máquina de laser, biarritzzz começa a traçar ideias sobre o infinito e ilusões óticas, que são também ilusões sociais. Uma entidade, um fantasma, que uma vez contou uma história sobre o tempo, aparece nesse mundo para trazer suas palavras mágicas. Elas ecoam através do espaço de areias, e mares.

Primeiras 
Contrações

Ignorando os limites, cruzando as fronteiras e expandindo a capacidade de quem se auto gesta. Primeiras Contrações (2021) é arena da formação do eu, da percepção de um corpo estilhaço, observando os deslocamentos dessa força disjuntiva. Como quem constrói um pensamento visual engajado com as teorias que partem do próprio corpo, deliberando novas formas de se fazer conhecer e experimentar o mundo. Entrecortado por outros projetos, Primeiras Contrações reúne os fragmentos de iniciativas que possuem sua própria autonomia, como projetos de captação das mudanças de voz com gravador analógico; coleta de espelhos quebrados no lixo da vizinhança; incubadoras para álbuns de infância com fungos, entre outras imagens que possuem pertinências em todo o processo criativo do artista, e que somados vibram a intensidade das narrativas de um corpo em transformação. Com aproximadamente 15 (quinze) minutos de duração, o vídeo arte ou filme ensaio é um projeto partilhado, com montagem de Abiniel Nascimento e trilha sonora original de Anti Ribeiro, que compôs quatro faixas baseadas em suas pesquisas poéticas sobre ruído, onde pudemos explorar a produção de diferença entre repetições, parte dos fundamentos conceituais e da temporalidade que atravessa toda a produção criativa.

Como quem compartilha histórias em um círculo de conversas, nós conduzimos uma a outra por nossos sussurros, se faz uma trama de sonoridades e imagens que buscam evocar uma atmosfera além da experienciada em um regime heteropatriarcal. Atravessando a rádio enquanto elemento também infronteiriço em suas reverberações e camadas ruidosas, capturamos este espaço de construção de narratividades presentes em um contexto territorial entre Brasil, México e Venezuela destacando todas suas complexidades que permeiam estes territórios que foram abrigados dentro da ficção colonial que mapeia e classifica todos os seres que se manifestam nestes solos.
Em um movimento de saída a esses marcadores, foram feitos 07 convites para artistas, pesquisadoras e curadoras adentrarem em imaginações poéticas sobre suas experiências afetivas em um movimento que é visto ao olhar para trás.
Os 06 contos são embalados por diversas construções sônicas criadas em diálogo com Anti Ribeiro. Neles é possível visualizar distintos mergulhos sobre o amor, suas fragmentações e totalidades que seguem num movimento circular em variadas dimensões e formatos.

2021: letter for the preta reader of the end of the times

Filme de Michelle Mattiuzzi e Jota Mombaça que documenta/frui sobre o projeto "Rethinking The Aesthetics of Colony" - submetido pelas realizadoras a uma residência junto ao Goethe Institut, através do Programa Ecos do Atlântico Sul, em 2019/2020. A trilha sonora foi elaborada a convite das artistas elaboradoras do projeto.

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O Nascimento de Urana Remix/The Birth of Urana Remix

Remix da faixa "kAPTURA ou sURTAH" o álbum multi-plataforma EU NÃO SOU AFROFUTURISTA da artista visual biarritzzz incentivado pela plataforma Pivô Satélite, que também disponibiliza o projeto na íntegra. A faixa remix "kApTuRaDaH sIm SuRtAdAh?? KoM cErTeZaH' (ai q sdds do orkut antiremix" foi baseada nos trabalhos da própria biarritzzz acerca do meme, da web-art e de suas possibilidades de deslocamento da realidade.

Composição sonora para o filme-obra O Nascimento de Urana Remix. Em seu trabalho em vídeo, Jota Mombaça desenha um corpo que supera os binários coloniais e também figurações funcionais de gênero, sexualidade e humanidade que nos separam do mundo natural.

Apoptose

"Apoptose" é uma forma de morte celular autoprogramada, ou "suicídio de célula consciente". Um mecanismo que permite diferenciação para a criação de um corpo vivo. Tendo corpo e argila como materiais relacionáveis, Aoruaura coloca o corpo em relação à paisagem para ensaiar um possível movimento de morte celular. Investigando os estados. Inventado, a partir da tentativa, um corpo que vive novamente. 

O trabalho ficou exposto no Schwules Museum, em Berlim.

PERFORMANCE E DIREÇÃO: Aoruaura

ROTEIRO: Oura Aura & Tiago Lima

CINEMATOGRAFIA: JEAN & Tiago Lima

TRILHA SONORA E MIXAGEM: Artur Dantas

EFEITOS DE VOZ: Anti Ribeiro

EDIÇÃO: Tiago Lima

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Desenho de som para When The Matter Is Gone (2021), de Iagor Peres, desenvolvido como parte do Foodculture Days Chapter 2 2020/2021 - From The Forest's Ashes (Vevey, Suíça).

A obra foi criada para discutir a presença e o desaparecimento de corpos intrínsecos à ideia de espaço. É possível pensar em um corpo deslocado do espaço? Inspirado por animais com cromatóforos, que têm a capacidade de modificar sua cor de acordo com seu ambiente e se esconder, Iagor Peres se interessa por sua paradoxal capacidade de estar presente e ausente ao mesmo tempo.
A partir de um dispositivo digital, o trabalho busca inserir a partir do tom da imagem outras formas de navegar espacialmente, ainda que na virtualidade. Utilizando diferentes espectros, o trabalho levanta reflexões sobre como podemos superar a ideia de distância e apresentá-la como uma ilusão de luminosidade, permitindo-nos pensar o desaparecimento não como uma arma de escape, mas como uma forma de pertencer ao todo. Justapondo uma série de sons e palavras, a obra articula essas questões na tentativa de entender porque percebemos a luz como um corpo que nos revela à parte do todo ao invés de nos refletir como parte dele.

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