Para onde vão as possibilidades que a história descarta? Como acessar os sonhos, imagens, vozes e forças que compõem o mapa do que poderia ter sido? Nesta conversa, Jota Mombaça convida Kenia Freitas, Diego Paulino e Anti Ribeiro para falar sobre o potencial radical da pergunta 'E se...?', abrindo espaço para reflexões sobre a relação entre memória e fábula, e sobre a dimensão politicamente regulada da o que entendemos como possibilidade.

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PULO é um ciclo de oficinas que visa formar e estimular a autonomia de jovens artistas, pesquisadores e curadores negros, indígenas e periféricos em seus processos artísticos e curatoriais. Com foco nos estudos da imagem e nas diásporas americanas, as oficinas contemplam processos teóricos e práticos que mesclam as linguagens das artes visuais e do cinema como forma de aprofundar a investigação da produção cultural visual.

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Dentre as ficções políticas mais exploradas para os Estados-nação de nossos antigos territórios coloniais, destaca-se o mestiço/mestiçagem como síntese e depósito de dois discursos e políticas eugênicas que sustentam projetos de modernidade-colonialidade, integração-homogeneização da ficção sociocultural que uma ficção sócio-cultural dois 'tempos' modernos, eles estão produzindo arquivos raciais a partir de duas quatro tecnologias ditas ramificadas que se alimentam com o único propósito de sustentar a ordem colonial e a materialidade do mundo como ou o que conhecemos. Por que a morte de um negro com mais de um agente do Estado não causa uma crise ética global? E, sobretudo, por que a expropriação-uso-exploração de dois corpos-território-vida dos povos indígenas por projetos do Estado moderno não causa ou declina o que conhecemos como mundo?

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